Pular para o conteúdo principal

Eixo

Transtornos do movimento | Sono

Publicado em 2 de setembro de 2026 | Dr. Pedro Renato de Paula Brandão – CRM-DF 18853 – RQE nº 11791

Conteúdo em revisão pela equipe médica.

O que é, sintomas e diagnóstico

A síndrome das pernas inquietas (doença de Willis-Ekbom) afeta, em suas formas clinicamente relevantes, cerca de 2% a 3% dos adultos, sendo mais comum em mulheres e com a idade.

O diagnóstico é clínico e segue os cinco critérios essenciais do International RLS Study Group: (1) necessidade irresistível de mover as pernas, geralmente acompanhada de sensação desconfortável (formigamento, agitação, "algo se mexendo por dentro"); (2) que surge ou piora no repouso; (3) melhora, ao menos parcialmente, com o movimento; (4) predomina no fim do dia e à noite; e (5) não é explicada por outra condição, como cãibras ou desconforto posicional.¹ Por atrapalhar o adormecer e fragmentar o sono, causa insônia, cansaço e sonolência diurna.

Pode ser primária (frequentemente familiar) ou associada à deficiência de ferro, gravidez, doença renal crônica e ao uso de certos medicamentos, como antidepressivos e antialérgicos.

Tratamento e acompanhamento

O primeiro passo do tratamento é dosar a ferritina: quando está baixa (em geral abaixo de 75 ng/mL), a reposição de ferro pode melhorar substancialmente os sintomas. Medidas comportamentais ajudam: horários regulares de sono, evitar cafeína, álcool e nicotina à noite, exercício moderado e revisão dos medicamentos em uso.

Quando os sintomas são frequentes e intensos, os gabapentinoides (gabapentina, pregabalina) são hoje preferidos como primeira linha farmacológica; os agonistas dopaminérgicos (pramipexol, rotigotina) também são eficazes, mas exigem doses baixas e vigilância, pois com o tempo podem causar "aumentação" – piora paradoxal e antecipação dos sintomas.

O acompanhamento com o neurologista permite ajustar o tratamento e evitar esse fenômeno.

Referências científicas

  1. Allen RP, et al. Restless legs syndrome/Willis-Ekbom disease diagnostic criteria: updated IRLSSG consensus criteria. Sleep Med. 2014;15(8):860-873. DOI: 10.1016/j.sleep.2014.03.025 | PubMed
Aviso: as informações deste texto têm caráter informativo e não substituem uma consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um médico. Em emergências, ligue 192 (SAMU).

Todos os artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *