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Eixo

Reabilitação neurológica

Publicado em 2 de setembro de 2026 | Equipe Eixo – material informativo para pacientes

Conteúdo em revisão pela equipe médica.

O que são e como se manifestam

O traumatismo cranioencefálico (TCE) tem a maior incidência entre todas as doenças neurológicas comuns: estima-se que dezenas de milhões de pessoas o sofram a cada ano no mundo, causado principalmente por quedas (sobretudo em idosos) e acidentes de trânsito (especialmente motociclistas e pedestres em países de renda média, como o Brasil).¹ Mais de 90% dos casos que chegam ao hospital são classificados como leves (escala de coma de Glasgow 13-15), mas o TCE leve não deve ser subestimado: cerca de metade dos pacientes ainda não recuperou plenamente sua saúde prévia 6 meses após o trauma.¹ As sequelas variam com a gravidade e a região afetada: dores de cabeça persistentes, tontura, fadiga, dificuldades de memória, atenção e velocidade de raciocínio, irritabilidade, ansiedade, depressão, alterações do sono e, nos casos moderados e graves, déficits motores, de fala e de equilíbrio, além de epilepsia pós-traumática.

O TCE é hoje reconhecido não apenas como evento agudo, mas como condição crônica, com risco aumentado de neurodegeneração tardia.

Reabilitação e acompanhamento

A reabilitação multiprofissional é a base do tratamento – fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, neuropsicologia e psicologia – junto com o manejo médico de sintomas específicos: profilaxia adequada das cefaleias, medicamentos anticrise quando há epilepsia, tratamento da depressão e da insônia.

O retorno às atividades (estudo, trabalho, exercício) deve ser gradual e orientado, respeitando a fadiga; após concussões, recomenda-se repouso relativo breve seguido de retomada progressiva, evitando novo trauma antes da recuperação completa.

A recuperação pode continuar por meses a anos, e o acompanhamento estruturado após a alta – infelizmente ainda pouco oferecido – melhora os resultados.¹ Prevenção é essencial: capacete, cinto de segurança, não dirigir após beber e prevenção de quedas em idosos.

Referências científicas

  1. Maas AIR, et al. Traumatic brain injury: progress and challenges in prevention, clinical care, and research. Lancet Neurol. 2022;21(11):1004-1060. DOI: 10.1016/S1474-4422(22)00309-X | PubMed
Aviso: as informações deste texto têm caráter informativo e não substituem uma consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um médico. Em emergências, ligue 192 (SAMU).

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