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Eixo

Neurodesenvolvimento

Publicado em 2 de setembro de 2026 | Equipe Eixo – material informativo para pacientes

Conteúdo em revisão pela equipe médica.

O que são e como se manifestam

A prematuridade (nascimento antes de 37 semanas de gestação) é muito frequente: cerca de 15 milhões de bebês nascem prematuros a cada ano no mundo – aproximadamente 1 em cada 10 nascimentos – e o Brasil está entre os países com maior número absoluto.¹ O cérebro do prematuro ainda está em plena formação, e quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascer, maior o risco de complicações: hemorragia peri-intraventricular, lesão da substância branca (leucomalácia periventricular) e, a longo prazo, paralisia cerebral, atrasos do desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem, de atenção (incluindo TDAH), de coordenação motora e de comportamento, além de déficits visuais e auditivos e maior risco de epilepsia.

É importante saber, porém, que a maioria dos prematuros – sobretudo os "tardios", nascidos entre 34 e 36 semanas – se desenvolve bem, e que mesmo entre os muito prematuros muitos não terão sequelas importantes.

Reabilitação e acompanhamento

O seguimento estruturado é a chave: nos primeiros 2 anos, o desenvolvimento deve ser avaliado pela idade corrigida (descontando as semanas que faltaram para 40), com consultas regulares de puericultura e, quando indicado, avaliação neurológica com instrumentos padronizados – exames como a ultrassonografia/ressonância cerebral e a avaliação dos movimentos do bebê permitem identificar precocemente os que precisam de intervenção.

Ao menor sinal de atraso, deve-se iniciar sem demora estimulação precoce, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Triagem auditiva e oftalmológica (incluindo o exame para retinopatia da prematuridade) são obrigatórias.

Aleitamento materno, método canguru, vacinação em dia e um ambiente afetivo e estimulante contribuem de forma comprovada para o melhor desenvolvimento possível.

Referências científicas

  1. Blencowe H, et al. National, regional, and worldwide estimates of preterm birth rates in the year 2010 with time trends since 1990. Lancet. 2012;379(9832):2162-2172. DOI: 10.1016/S0140-6736(12)60820-4 | PubMed
Aviso: as informações deste texto têm caráter informativo e não substituem uma consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um médico. Em emergências, ligue 192 (SAMU).

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