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Eixo

Epilepsia

Publicado em 2 de setembro de 2026 | Dr. Pedro Naves – CRM-DF 16586 – RQE nº 21156

Conteúdo em revisão pela equipe médica.

O que é, sintomas e diagnóstico

A epilepsia é uma das doenças neurológicas crônicas mais comuns: a prevalência de epilepsia ativa é de cerca de 6,4 por 1.000 pessoas e surgem aproximadamente 61 novos casos por 100.000 pessoas ao ano, com números maiores em países de baixa e média renda.¹ Ela se caracteriza pela predisposição do cérebro a gerar crises epilépticas – descargas elétricas anormais e excessivas dos neurônios.

Pela definição da Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE), o diagnóstico é feito quando ocorrem duas crises não provocadas com intervalo maior que 24 horas, ou após uma única crise quando o risco de recorrência é alto (por exemplo, quando há lesão cerebral visível na ressonância ou alterações típicas no eletroencefalograma), ou ainda quando se identifica uma síndrome epiléptica.² As crises podem ser muito variadas: convulsões com queda e abalos generalizados, mas também breves desligamentos do olhar (ausências), sensações estranhas, movimentos automáticos ou comportamentos repetitivos.

Tratamento e acompanhamento

Cerca de dois terços das pessoas com epilepsia ficam livres de crises com medicamentos anticrise, tomados diariamente e sem interrupções – entre os mais usados estão levetiracetam, lamotrigina, valproato de sódio, carbamazepina, oxcarbazepina e lacosamida, escolhidos conforme o tipo de crise, idade e comorbidades.

Para os casos que não respondem a dois medicamentos adequados (epilepsia farmacorresistente), a avaliação em centro especializado pode indicar cirurgia de epilepsia, dieta cetogênica ou neuroestimulação. Dormir bem, evitar álcool e tomar a medicação nos horários certos reduzem as crises.

Diante de uma crise convulsiva: deite a pessoa de lado, proteja a cabeça, afaste objetos, não coloque nada na boca e cronometre – chame o SAMU (192) se durar mais de 5 minutos. Direção veicular, gravidez e atividades de risco devem ser discutidas individualmente com o neurologista.

Referências científicas

  1. Fiest KM, et al. Prevalence and incidence of epilepsy: a systematic review and meta-analysis of international studies. Neurology. 2017;88(3):296-303. DOI: 10.1212/WNL.0000000000003509 | PubMed
  2. Fisher RS, et al. ILAE official report: a practical clinical definition of epilepsy. Epilepsia. 2014;55(4):475-482. DOI: 10.1111/epi.12550 | PubMed
Aviso: as informações deste texto têm caráter informativo e não substituem uma consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um médico. Em emergências, ligue 192 (SAMU).

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