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Eixo

Cefaleia

Publicado em 2 de setembro de 2026 | Dr. Pedro Naves – CRM-DF 16586 – RQE nº 21156

Conteúdo em revisão pela equipe médica.

O que é, sintomas e diagnóstico

A cefaleia do tipo tensional é o tipo mais comum de dor de cabeça e o distúrbio neurológico mais prevalente do mundo: o estudo Global Burden of Disease estimou que cerca de 1,9 bilhão de pessoas conviviam com ela em 2016, mais mulheres do que homens.¹ A dor é sentida como pressão ou aperto dos dois lados da cabeça, como uma faixa apertando a testa e a nuca.

Pelos critérios da Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3), as crises duram de 30 minutos a 7 dias, têm intensidade leve a moderada, não pioram com atividades rotineiras como caminhar ou subir escadas e não vêm acompanhadas de enjoo ou vômito (pode haver, no máximo, sensibilidade leve à luz ou ao barulho).² Estresse, tensão muscular no pescoço e ombros, sono irregular, jejum prolongado e má postura são gatilhos frequentes.

Ela é classificada como episódica infrequente (menos de 1 dia por mês), episódica frequente (1 a 14 dias por mês) ou crônica (15 ou mais dias por mês).

Tratamento e acompanhamento

O tratamento das crises é feito com analgésicos simples, como paracetamol, dipirona, ibuprofeno ou naproxeno, mas seu uso deve ficar limitado a poucos dias por semana, pois o excesso pode transformar a dor em crônica.

Quando as crises são frequentes (em geral, mais de 8 a 10 dias por mês) ou incapacitantes, o neurologista pode indicar tratamento preventivo diário, sendo a amitriptilina em dose baixa o medicamento mais utilizado.

Atividade física regular, horários de sono constantes, alimentação em intervalos regulares, cuidados com a postura, fisioterapia e técnicas de relaxamento e manejo do estresse complementam o tratamento. Manter um diário de cefaleia, anotando quantos dias houve dor e quantos dias houve uso de analgésico, é a ferramenta mais útil para o seu médico ajustar o tratamento.

Referências científicas

  1. GBD 2016 Neurology Collaborators. Global, regional, and national burden of neurological disorders, 1990-2016. Lancet Neurol. 2019;18(5):459-480. DOI: 10.1016/S1474-4422(18)30499-X | PubMed
  2. Headache Classification Committee of the IHS. The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition. Cephalalgia. 2018;38(1):1-211. DOI: 10.1177/0333102417738202 | PubMed
Aviso: as informações deste texto têm caráter informativo e não substituem uma consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um médico. Em emergências, ligue 192 (SAMU).

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