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Eixo

Transtornos do movimento | Doença de Parkinson

Publicado em 2 de setembro de 2026 | Dr. Pedro Renato de Paula Brandão – CRM-DF 18853 – RQE nº 11791

Conteúdo em revisão pela equipe médica.

O que é, sintomas e diagnóstico

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum e a que mais cresce no mundo: o número de pessoas afetadas mais que dobrou em uma geração, ultrapassando 6 milhões, principalmente pelo envelhecimento populacional.¹ Ela resulta da perda progressiva dos neurônios produtores de dopamina.

Pelos critérios diagnósticos da International Parkinson and Movement Disorder Society (MDS), o elemento central é o parkinsonismo: bradicinesia (lentidão e redução progressiva da amplitude dos movimentos) combinada com tremor de repouso – tipicamente iniciado em uma das mãos, como se estivesse "contando dinheiro" – e/ou rigidez muscular; o diagnóstico de doença de Parkinson é reforçado por critérios de suporte, como a resposta clara à levodopa, e pela ausência de sinais de alerta que sugiram outros diagnósticos.² Sintomas não motores são muito frequentes e podem preceder os motores em anos: perda do olfato, constipação intestinal, transtorno comportamental do sono REM (agitação e "atuação" dos sonhos), depressão e ansiedade.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento sintomático é muito eficaz, sobretudo nos primeiros anos.

A levodopa (associada a benserazida ou carbidopa) é o medicamento mais potente; agonistas dopaminérgicos (pramipexol, rotigotina), inibidores da MAO-B (rasagilina, selegilina, safinamida), inibidores da COMT (entacapona, opicapona) e amantadina são usados isoladamente ou em combinação, com ajustes ao longo do tempo conforme surgem flutuações do efeito ("liga-desliga") e discinesias.

O exercício físico regular é considerado parte do tratamento, com benefício sobre mobilidade, equilíbrio e possivelmente sobre a progressão; fisioterapia, fonoaudiologia (incluindo voz e deglutição) e terapia ocupacional complementam o cuidado.

Em casos selecionados com flutuações refratárias, a cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS) do núcleo subtalâmico ou do globo pálido traz grande melhora. Tomar os remédios em horários rigorosos e relatar as flutuações ao neurologista fazem diferença real no dia a dia.

Referências científicas

  1. GBD 2016 Neurology Collaborators. Global, regional, and national burden of neurological disorders, 1990-2016. Lancet Neurol. 2019;18(5):459-480. DOI: 10.1016/S1474-4422(18)30499-X | PubMed
  2. Postuma RB, et al. MDS clinical diagnostic criteria for Parkinson's disease. Mov Disord. 2015;30(12):1591-1601. DOI: 10.1002/mds.26424 | PubMed
Aviso: as informações deste texto têm caráter informativo e não substituem uma consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um médico. Em emergências, ligue 192 (SAMU).

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