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Eixo

Neurodesenvolvimento

Publicado em 2 de setembro de 2026 | Equipe Eixo – material informativo para pacientes

Conteúdo em revisão pela equipe médica.

O que é, sintomas e diagnóstico

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta cerca de 1 em cada 100 crianças no mundo, sendo cerca de 4 vezes mais diagnosticado em meninos; em torno de um terço dos casos há deficiência intelectual associada.¹ O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5: déficits persistentes na comunicação e na interação social (dificuldade em reciprocidade socioemocional, na comunicação não verbal, como o contato visual e os gestos, e em desenvolver e manter relacionamentos) somados a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (movimentos ou falas repetitivas, apego inflexível a rotinas, interesses muito intensos e restritos, reações incomuns a estímulos sensoriais, como sons, texturas e luzes), com início precoce no desenvolvimento.² Fala-se em "espectro" porque as manifestações e o nível de suporte necessário variam enormemente entre as pessoas – e sinais como pouco contato visual, não responder ao nome e atraso de fala no segundo ano de vida merecem avaliação especializada precoce.

Tratamento e acompanhamento

Não há medicamento que trate o autismo em si; a base do tratamento são as intervenções precoces e estruturadas, com melhores resultados quanto mais cedo iniciadas: terapias comportamentais e naturalísticas do desenvolvimento, fonoaudiologia, terapia ocupacional (incluindo integração sensorial), treino de habilidades sociais, orientação aos pais e adaptações escolares.² Medicamentos como a risperidona e o aripiprazol podem ser usados para irritabilidade e agitação intensas, e condições associadas – TDAH, ansiedade, insônia, epilepsia (presente em parte significativa dos casos) – devem ser identificadas e tratadas.

O objetivo do cuidado é ampliar comunicação, autonomia e qualidade de vida, respeitando as características e potencialidades de cada pessoa, com apoio contínuo à família.

Referências científicas

  1. Zeidan J, et al. Global prevalence of autism: A systematic review update. Autism Res. 2022;15(5):778-790. DOI: 10.1002/aur.2696 | PubMed
  2. Lord C, et al. Autism spectrum disorder. Lancet. 2018;392(10146):508-520. DOI: 10.1016/S0140-6736(18)31129-2 | PubMed
Aviso: as informações deste texto têm caráter informativo e não substituem uma consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um médico. Em emergências, ligue 192 (SAMU).

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