Pular para o conteúdo principal

Eixo

Cefaleia | Enxaqueca

Publicado em 2 de setembro de 2026 | Dr. Pedro Naves – CRM-DF 16586 – RQE nº 21156

Conteúdo em revisão pela equipe médica.

O que é, sintomas e diagnóstico

A enxaqueca (migrânea) é uma doença neurológica que afeta cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo – aproximadamente 1 em cada 7 – sendo duas a três vezes mais comum em mulheres e uma das maiores causas de anos vividos com incapacidade, especialmente entre os 15 e os 49 anos.¹ Pelos critérios da ICHD-3, as crises duram de 4 a 72 horas e apresentam pelo menos duas destas características: dor de um lado só, pulsátil (latejante), de intensidade moderada a forte e que piora com esforço físico; além disso, vêm acompanhadas de enjoo ou vômito, ou de sensibilidade à luz e ao barulho.² Cerca de um quarto dos pacientes apresenta aura: sintomas visuais (pontos brilhantes, linhas em zigue-zague) ou sensitivos que se desenvolvem gradualmente em 5 a 60 minutos antes da dor.

Estresse, alterações do sono, jejum, bebidas alcoólicas e variações hormonais são gatilhos comuns.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento das crises deve ser tomado logo no início da dor e inclui anti-inflamatórios (ibuprofeno, naproxeno), dipirona e os triptanos (sumatriptano, naratriptano, zolmitriptano), específicos para enxaqueca; medicamentos contra o enjoo, como a metoclopramida, ajudam quando há vômitos.

Quando as crises são frequentes (em geral 4 ou mais dias por mês) ou muito incapacitantes, indica-se tratamento preventivo diário: propranolol, topiramato, amitriptilina, candesartana ou flunarizina, entre outros; para casos refratários ou enxaqueca crônica existem os anticorpos monoclonais anti-CGRP (erenumabe, galcanezumabe, fremanezumabe) e a aplicação de toxina botulínica (onabotulinumtoxinA).

Limitar o uso de analgésicos a menos de 10 dias por mês, manter rotina de sono, alimentação e exercícios e registrar as crises em um diário são partes essenciais do tratamento.

Referências científicas

  1. GBD 2016 Neurology Collaborators. Global, regional, and national burden of neurological disorders, 1990-2016. Lancet Neurol. 2019;18(5):459-480. DOI: 10.1016/S1474-4422(18)30499-X | PubMed
  2. Headache Classification Committee of the IHS. The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition. Cephalalgia. 2018;38(1):1-211. DOI: 10.1177/0333102417738202 | PubMed
Aviso: as informações deste texto têm caráter informativo e não substituem uma consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um médico. Em emergências, ligue 192 (SAMU).

Todos os artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *